Como eu trato
Acompanhamento seriado
Nem sempre é necessário operar. Muitos tumores benignos e algumas lesões pseudotumorais podem ser apenas acompanhados. O acompanhamento é feito com consultas regulares, exames de imagem (raio-x, tomografia ou ressonância) e avaliação clínica. O objetivo é verificar se o tumor apresenta crescimento, dor ou risco de fratura. Quando não há sinais de progressão, o acompanhamento garante segurança e evita cirurgias desnecessárias.
Biópsia
A biópsia é o exame fundamental para confirmar o diagnóstico dos tumores ósseos e de partes moles. Ela pode ser feita por agulha grossa (core biopsy) ou por pequena incisão, sempre planejada de forma estratégica para não prejudicar uma futura cirurgia. A biópsia permite definir se a lesão é benigna ou maligna e orientar o tratamento mais adequado.
Cirurgias ablativas
Em situações em que não é possível preservar o membro ou controlar o tumor localmente, podem ser necessárias cirurgias ablativas.
Os principais procedimentos são:
Amputações:
retirada parcial de um membro.
Desarticulações:
retirada do membro pela articulação (ex.: ombro, quadril, joelho).
Hemipelvectomias internas:
retirada de parte da pelve, preservando o membro.
Hemipelvectomias externas:
retirada da pelve junto com o membro inferior. Mesmo nesses casos, o foco é sempre a rápida reabilitação e adaptação protética, devolvendo qualidade de vida ao paciente.
Cirurgias minimamente invasivas – Radioablação
A radioablação é uma técnica moderna, menos invasiva, que utiliza energia térmica (calor) para destruir o tumor.
– É realizada por punção com agulha, guiada por tomografia.
– Geralmente indicada em tumores benignos dolorosos, como o osteoma osteoide, ou em metástases ósseas dolorosas em pacientes selecionados.
– Tem recuperação rápida, menor tempo de internação e alívio imediato da dor em muitos casos.
Essa técnica representa uma alternativa eficaz para situações específicas, reduzindo a necessidade de grandes cirurgias.
Cirurgia de ressecção ampla
É o pilar do tratamento oncológico cirúrgico. Consiste na retirada completa do tumor com margens de segurança, evitando que células tumorais fiquem na região.
– É indicada nos tumores malignos ósseos e de partes moles.
– Garante o melhor controle local da doença.
– Muitas vezes, precisa ser combinada com reconstruções ósseas ou de partes moles para preservar a função do membro.
Reconstruções ósseas
Após a retirada de um tumor, pode ser necessário reconstruir o osso para manter a mobilidade e a qualidade de vida. Existem várias técnicas:
Endopróteses (Megapróteses):
próteses especiais que substituem grandes segmentos ósseos. São muito usadas em fêmur, tíbia, úmero e quadril, permitindo recuperação rápida da função.
Reconstruções combinadas:
em casos complexos, podem ser usadas combinações como enxerto + prótese ou prótese + fixação, muito comuns em pelve e grandes ressecções.
Técnica frozen:
o segmento ósseo retirado é tratado em nitrogênio líquido e reimplantado, preservando a anatomia e pontos de inserção muscular.
Curetagem com preenchimento:
em lesões benignas que fragilizam o osso, a área é esvaziada e preenchida com enxerto ou cimentação para reforço estrutural.
Enxertos ósseos:
podem ser do próprio paciente (autógeno), de banco de ossos (homólogo) ou vascularizados (com aporte sanguíneo). São indicados em defeitos menores ou em situações específicas.
Tratamento multidisciplinar
Muitos tumores ósseos e de partes moles necessitam de um tratamento combinado. Além da cirurgia, pode ser necessária quimioterapia, radioterapia ou terapias alvo, dependendo do tipo do tumor. O tratamento é sempre discutido em conjunto com especialistas de diferentes áreas, garantindo uma abordagem completa e personalizada.
Como eu trato
“O tratamento dos tumores ósseos e de partes moles é sempre planejado de forma individual. O objetivo é unir segurança oncológica, preservação de função e qualidade de vida, com o apoio de técnicas modernas e de uma equipe multidisciplinar.”
